sexta-feira, 23 de maio de 2014

Não se faz mais cristãos como antigamente...

Recentemente meu professor de História do Cristianismo passou um vídeo onde mostrava o martilho de alguns cristãos em Roma na época de Nero, um de meus colegas de turma, ao final da aula, contou a experiencia de uma mulher, que ao ser torturada, tendo suas unhas arrancadas, seu estômago perfurado, entre outras coisas horríveis, gritava "Eu não vou negar meu Jesus, pois ele me Salvou".  Isto me fez refletir muito.

Casos de cristãos perseguidos não é novidade para nenhum de nós, desde a época de Jesus onde foi perseguido e morto em uma cruz por afirmar ser o Filho de Deus. Muitos dos que criam em Jesus também foram perseguidos, a começar com seus apóstolos.

Em 2 Corintios 11 Paulo descreve alguns de seus sofrimentos por causa de Cristo;

 "Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado,  três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar.
Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas..."

No dia em que meu colega de turma compartilhou a historia daquela mulher, eu tinha acabado de ser assaltado, indo para a faculdade, dois homens me abordaram e roubaram meu celular, fiquei com muita raiva, pensava "por que isso foi acontecer? estou indo fazer seminário, sou um missionário, onde Deus estava que não me protegeu?"

Em Atos 27, Paulo foi preso em Jerusalém e, depois de certo tempo, foi enviado a Cesareia, onde permaneceu encarcerado durante dois anos. Por ter apelado a César, ele é enviado a Roma, durante a viagem, uma grande tempestade atinge o barco, ao ponto do barco ir a naufrágio, mas eles conseguem se salvar chegando a uma Ilha, na Ilha, Paulo é picado por uma serpente, todos pensavam que ele era amaldiçoado, que iria morrer, porém Paulo não morre.




Mesmo dando tudo errado nesta viagem, Paulo não perdeu a fé, quando a tempestade estava atingindo o barco, ele gritou para todos terem fé, pois ninguém iria morrer. E, depois, quando a cobra o picou, ele sacudiu seu braço, jogou-a longe e ficou tranquilo como se nada tivesse acontecido.

Paulo em nenhum momento questionou "óh Senhor, por que? estou fazendo sua obra, falando do seu amor, por que fui preso? por que o barco afundou? por que a cobra me picou? onde está o Senhor?"

Ele sabia que aquelas coisas tinham que acontecer, ora, a cobra é uma cobra! e cobra pica! estranho seria se um elefante tivesse o picado.

Mas, acontece, que nós não entendemos que estamos sujeitos a essas coisas, a ser assaltado por exemplo, achamos que por sermos cristãos seremos super heróis, que não teremos sofrimentos e que Deus será a nossa bábá, o tempo todo nos protegendo dos perigos do dia a dia. Ora, se Paulo que é Paulo sofreu, e sofreu muito, quem sou eu pra querer que nada de ruim aconteça na minha vida?

Vejo hoje uma geração mimada, uma geração acostumada com mordomia, tecnologia, conectividade, imediatismo, uma geração que se preocupa muito mais em atualizar seu smartphone do que buscar profundidade na palavra de Deus, enquanto tudo está bem, somos o maior exemplo de cristão, cantamos, pulamos, louvamos. Porém, quando a unha do pé quebra, murmuramos, reclamamos, questionamos a Deus o porque.

Lembrando daquela mulher que ao ser torturada louvava a Deus, lembrando de Paulo, Pedro, João, Tiago e entre outros apóstolos que mesmo estando sofrendo estavam felizes e não reclamavam, lembrando de tantos outros cristãos que foram mortos, perseguidos por amarem a Deus e nunca terem negado e comparando com esta geração atual, que reclama até pela unha quebrada, eu imagino Deus, olhando lá do céu para nós, balançando a cabeça e dizendo "É... NÃO SE FAZ MAIS CRISTÃOS COMO ANTIGAMENTE"



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