sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Fracasso

Recentemente assisti o filme Star Wars – Os Últimos Jedi, sucesso em todo mundo, a franquia Star Wars conseguiu números impressionantes e históricos com seus filmes, sua marca e seus produtos, sucesso é a palavra que define Star Wars, entretanto, com o lançamento do episódio VIII, Star Wars – Os Ultimos Jedi, a palavra que o define é : FRACASSO

Esperei um tempo para escrever este texto para dar tempo das pessoas assistirem o filme no cinema, este texto conterá pequenos spoilers sobre o filme.

Fracasso define muito bem esse filme, não porque o filme é ruim, ou porque não foi bem nas bilheterias, mas pelo fato de ser presente no filme, quase como um personagem importante. O maior exemplo de fracasso está na figura do personagem Luke Skywalker, que após toda sua jornada para se tornar um Jedi (episódios IV, V e VI) finalmente se tornou um mestre Jedi e agora tinha uma missão muito forte, treinar outros Jedi, mas após um incidente, um fracasso, Luke abandonou tudo e se escondeu em uma ilha, fugindo de tudo e de todos.

 Anos se passaram até que a menina Rey o encontrasse, para que ele a pudesse ensinar a ser uma Jedi e utilizar a força, mas Luke renega seu chamado, por conta dos fracassos do passado.

Isso me chamou muito atenção, seria possível negarmos nosso chamado, nossa vocação, por conta de um fracasso? A resposta é sim e isso acontece com mais frequência do que possamos imaginar.

Algo parecido aconteceu com Pedro, discípulo de Jesus, em um determinado momento, após a morte de Jesus, Pedro estava no mar da Galileia e disse “vou pescar” (João 21:3), mas o que há de mal em ir pescar ou o que aquela frase de fato significa?

Pedro naquele momento estava quebrado, ele havia fracassado, seu mestre estava morto e para piorar ele só havia cometido erros atrás de erros, sendo o principal ter negado a seu mestre três vezes.

Antes de ser convidado por Jesus a ser discípulo, Pedro tinha uma profissão: Pescador, foi no exercer de suas funções, em um dia de trabalho, quando Jesus o encontrou as margens do mar da Galileia em Lucas capítulo 5, após um trabalho ruim onde não havia pescado nada, Jesus aparece e pede para que eles lançassem a rede para o outro lado, foi ai que um milagre aconteceu e a rede voltou cheia de peixes, após esse momento Jesus convidou Pedro e seus companheiros para que se juntasse a ele, em sua nova vocação: Pescador de Homens

Quando Pedro diz: “vou pescar” após a morte de Jesus, após ter vivenciado vários fracassos pessoais, Pedro renega seu chamado e volta a pescar peixes, volta a sua antiga profissão, assim como Luke se escondeu em uma ilha. Pedro não se achava digno e muito menos capaz de continuar sua vocação assim como Luke.

Foi necessário a interversão do Mestre para que ambos conseguissem encontrar seu caminho: Luke recebe a visita de Yoda, seu mestre, que havia morrido, mas que aparece para ele e o ensina muitas lições, incentivando-o a continuar.

 “Melhor professor, o fracasso é” Mestre Yoda

 O mesmo aconteceu com Pedro, após retornar da pesca, onde nada havia pescado, um homem apareceu na margem do mar da Galileia, perguntou se haviam pescado alguma coisa e mandou jogar a rede do outro lado, quando puxaram as redes elas estavam cheias de peixes, foi nesse momento que Pedro reconheceu que aquele homem era seu mestre, Jesus.

 Eu fico imaginando, Jesus tinha todos os momentos para escolher aparecer para Pedro e seus discípulos, mas escolheu exatamente aquele momento, naquele mesmo lugar, onde três anos atrás ele apareceu para aqueles mesmo discípulos e fez aquele mesmo milagre, convidando os para serem pescadores de homens, Jesus queria que Pedro se lembrasse daquele momento, que ele não era pescador de peixes e sim de homens (João 21: 4-17)

Então Jesus, que havia morrido, tem um diálogo com Pedro, ensina a Pedro uma lição acerca do amor Dele e seu chamado.

“Pedro tu me amas? Apascenta minhas ovelhas” Jesus

É incrível, impressionante a semelhança entre as duas histórias, eu fico fascinado quando coisas assim acontecem, o fracasso é um tema muito presente em nossas vidas não é mesmo? Quem nunca desistiu de um projeto, de um sonho, por causa de um fracasso? Este texto é pra você, é uma resposta de Deus de que não devemos desistir de nosso chamado, de nossa vocação por causa dos fracassos, como diz Yoda “Melhor professor, o fracasso é” ele nos ensina lições importantes, nos tornam mais fortes.

Talvez você seja Pedro ou Luke, fugindo do seu chamado, paralisado por contas de seus fracassos. Tanto Pedro, quanto Luke, após entenderem que os fracassos não os podiam paralisar e que eles ainda tinham uma missão a cumprir, fizeram coisas EXTRAORDINÁRIAS, muito além do que possamos imaginar e é isso que Deus quer fazer com você!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Escape zone - Loira do banheiro - Review

Voltamos ao escape zone em clima de halloween para jogar a sala Loira do Banheiro, e o melhor de tudo, totalmente de graça, obrigado Escape Zone.

Depois de jogar a ótima sala O TEMPLO, minha expectativa estava muito alta para jogar a sala Loira do Banheiro, visto que, ambas as salas foram compradas do ótimo Escape Hotel, um dos melhores escapes de São Paulo, e a expectativa não só foi suprida como superada.

Pra quem não sabe, a lenda da Loira do Banheiro é uma adaptação brasileira com várias alterações de Blood Mary, a famosa maldição norte americana do espelho. De cara, percebe-se a diferença entre as duas lendas, pois enquanto Blood Mary surge através do espelho, depois de dizer três vezes esse termo, a Loira do Banheiro é invocada depois de dar três descargas em uma privada, geralmente em banheiros de escolas. Essa é uma sala com roteiro 100% brasileiro, foi elaborado pelo jornalista e roteirista Cacá Amadei Barbiellini que é autor de séries de animação para a TV Rá Tim Bum.

 A história da sala é a seguinte: há mais de 30 anos, Veronica foi morta no banheiro da escola que estudava e sua alma vaga desde então nesse lugar atormentando todo mundo, nossa missão é libertar a alma de Verônica descobrindo quem a matou e fugir do banheiro, tudo isso em apenas 60 minutos

O que mais me chamou atenção nessa sala é o cuidado com o roteiro, anotações nas paredes, diários, entre outras coisas, tudo está dentro da história e em perfeita coerência, vale a pena ler todas as anotações de Verônica espalhadas pelo cenário, com isso possibilita uma profunda imersão na história e também no jogo.

O cenário está digno, simples, mas com total realismo, não há muito o que se inventar em um banheiro, e ele cumpre muito bem seu papel.

Os enigmas são de nível intermediário. Para quem já tem uma certa experiência no jogo, vai conseguir desvendar com uma certa tranquilidade alguns enigmas, enquanto outros demandam mais tempo e concentração, trabalho em equipe e organização são essenciais aqui, não deixem tudo espalhado.

Eu realmente gostei muito dessa sala, achei simples, direta, sem muita informação desnecessária, com uma reviravolta incrível, muito bem pensada. Não há nada o que criticar aqui, talvez apenas um enigma tenha ficado um pouco confuso e se houvesse um pequeno ajuste faria mais sentido, mas não é nada demais, nada que atrapalhe a experiência.

O monitoramento também esteve perfeito, totalmente dentro da história e do clima do jogo, show de bola, além é claro da recepção e do atendimento que foi ótimo, mesmo indo de graça e no ultimo horário, já no fim do expediente, as meninas não tiraram o sorriso no rosto e nos trataram com muita atenção e carinho, isso faz a diferença.

Conseguimos escapar faltando 1 min, isso mesmo 1 min! Para quem acompanha as reviews aqui no blog deve saber que na nossa última sala saímos faltando 6 segundos, ou seja, se não for para escapar no último minuto com emoção nós nem vamos, rsrs

Essa já é a terceira sala seguida que conseguimos escapar, estamos ficando bons nisso.

Ah, e a sala dá medo Andrei? Só indo para descobrirem!

Não poderia deixar de mencionar que o escape zone está preparando uma terceira sala, dessa vez, desenvolvida por eles, já estou ansioso.

Uma outra notícia é que mais dois escapes estão para abrir em BH, ou seja, mais salas para nós jogarmos Vamos para as notas:

 Nota: 8/10

Avaliação detalhada:

Visual: 4/5
Dificuldade: 4/5
Imersão/jogabilidade: 4/5
Monitoramento: 5/5
Plot twist: 5/5
Resultado: Escapamos

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Coca-Cola vs Pepsi

Não é novidade para ninguém que Coca-Cola e Pepsi são competidoras diretas na indústria de refrigerantes "cola" do mundo.

Há algum tempo eu estive reparando em propagandas e slogans que as equipes de marketing de cada empresa vêm utilizando ao longo dos anos e me chamou a atenção o contraste entre dois slogans.

O primeiro deles é da Coca-Cola. Estava assistindo uma propaganda que mostrava várias famílias reunidas no típico dia de domingo onde acontece aquela refeição mais "caprichada". Quem nunca comeu aquela lasanha, aquela panqueca ou aquele strogonoff feito pela mãe, no domingão? Mas, comer essa refeição sem aquela Coca-Cola parece que não é a mesma coisa, não é mesmo? Pois bem, nessa propaganda o slogan era "Toda Refeição Merece uma Coca-Cola",  para a refeição ser perfeita, ela merecia uma Coca-Cola.

A propaganda da Pepsi mostrava um rapaz se dirigindo ao bar e recebendo a seguinte resposta do atendente: "só tem Pepsi, pode ser?", nesse momento em mostrados vários outros exemplos em que esse "pode ser" poderia ser muito bom. 

Assistindo a esses dois comerciais de TV e fazendo uma comparação, é inegável o contraste entre eles. Enquanto o primeiro se valoriza e se reconhece como o melhor produto, o segundo já se assume como a segunda opção; na propaganda da Pepsi, não mostram qual foi o pedido do cliente, mas fica óbvio que pediu Coca-Cola, porém, só tinha Pepsi. 

Isso me fez refletir sobre algumas situações que acontecem em nossas vidas; a falta de amor próprio, a baixa auto estima que afeta tantas pessoas e que me afetou durante um bom tempo, principalmente após o término do meu primeiro relacionamento, onde fiquei muito mal e minha auto estima foi para o fundo do poço; demorou um tempo para que eu entendesse que eu tinha valor, foi aí que as coisas começaram a melhorar. 

Mas nem sempre é assim, quantas pessoas se olham no espelho e não gostam do que veem? Se acham feios, gordos, magros, altos, baixos demais, entre outros. Quantas pessoas não sofrem por amor não correspondido? Se humilham por alguém que não está "nem aí"? É esse tipo de coisa que tem afetado muitas pessoas e aumentado o índice de depressão no mundo. 

Sabe de uma coisa? Precisamos nos valorizar, precisamos ser como a Coca-Cola que sabe que é a melhor; eu não estou falando de altismo ou arrogância, estou falando de auto estima; valorize-se, saiba seu valor, não fique colhendo migalhas, queira o melhor, seja o melhor. Deus te ama, quer te ver feliz e tem o melhor para você. 

Creia nisso.

"Nunca permita que a sua felicidade dependa de algo que se possa perder." - Rosa de Saron

Quem é você, Coca-Cola ou Pepsi? Deixe nos comentários. 











Filmes bons que "ninguém" conhece #4 - El Cuerpo - Dicas

Fala Galera, depois de um tempo sem postar nada no blog estou de volta para mais uma dica de filmes para vocês curtirem nesse final de semana; a ideia é indicar filmes não tão conhecidos.

Pois bem... o filme que vou indicar chama-se "El Cuerpo", sim, trata-se de um filme ESPANHOL.

Eu sempre tive muito preconceito com filmes espanhóis, até que resolvi dar uma chance e assisti esse filme e fui muito surpreendido pela qualidade do filme e pelo roteiro muito bem escrito, inclusive vale o destaque para o diretor Oriol Paulo, ótimo diretor, vale a pena conferir outros trabalhos dele também

O Filme é um suspense e sua premissa é muito simples: Uma mulher morre e seu corpo é enviado para o necrotério, mas inexplicavelmente seu corpo desaparece e então começa uma investigação muito intrigante para descobrir o que aconteceu com o corpo da mulher.

O final é de cair o queixo

Se você gosta de um ótimo filme de suspense, com bons diálogos, roteiro redondo e final surpreendente, podem assistir sem medo!


Deixe sua opinião nos comentários.

sábado, 2 de setembro de 2017

Excape House - Perdidos no tempo - Review

Fomos conhecer o Excape House, única casa que ainda não havíamos visitado, a sala escolhida foi "Perdidos no Tempo"

Antes de começarmos nossa aventura, batemos um papo bacana com um dos sócios do Excape House, descobrimos que todas as salas, enigmas e ideias são criados por eles, salas totalmente originais, diferente das demais casas de BH que abriram uma franquia já existente ou compraram uma sala já pronta vindo de SP

Bastava saber se isso é bom ou ruim...

Em perdidos no tempo somos um grupo de cientistas criadores de uma máquina do tempo que acidentalmente nos leva ao passado, temos 60 minutos para encontrar a maquina e voltar para o presente antes que ela entre em sobrecarga e nos deixe preso para sempre no passado.

Para começar a análise da sala, é preciso dividir essa sala em dois momentos, há um primeiro momento da sala que não impressiona e ao meu ver tem muitas coisas a serem ajustadas, e um segundo momento extremamente bem pensado e criativo.

Ao entrar na sala a decoração não impressiona, é um escritório, com livros antigos, algo extremamente simples, mas que dá uma sensação de realismo "esse escritório realmente existiu em algum lugar"

Há muita informação na sala, não que uma sala com muita informação seja um problema, mas aqui chega a atrapalhar o andamento do jogo; coisas que nos levaram a ter uma atenção, mas que no final das contas não tinha nada a ver com o jogo, você fica quebrando a cabeça atoa, fica sem saber o que pertence ao jogo e o que é mera decoração; e ai quando você vai ver você gastou quase 40 minutos pra desvendar, 5, 6 enigmas? 

A sala em si é fácil, simples até demais depois que a gente sai e para pra pensar. Os enigmas são bem pensados, gostosos de resolver, embora eu pense que poderia ter sido mais espalhados no cenário, ficou muito centralizada em um só lugar

Outro problema foi o briefing e a contextualização, não sei se é porque fomos no último horário e o instrutor já tava doido pra ir embora, mas foi completamente "jogado' a história para nós, "vocês são cientistas, voltaram no passado, a maquina do tempo ta perdida, vocês tem 1 hora pra encontrar, e é isso! acabou", além de que a contextualização dentro da sala é zero, não sabemos em nenhum momento em que ano estamos, pra onde fomos, isso impede uma profunda imersão no jogo.

Com isso não surgiu muito impacto, nem despertou em mim empolgação em estar ali momento algum, mas aí, acontece uma reviravolta e a sala muda de patamar e presenciei umas das cenas mais legais em jogo de escape. 

O final da sala é maravilhoso, muito bem pensado, surpreendente, divertido, emocionante, realmente tenho que tirar o chapéu para os criadores, foi muito massa.

Acredito que se for feito ajustes na primeira etapa da sala, em vez de ter tanta informação desnecessária e poucos enigmas, poderiam tirar as informações desnecessárias, aumentar os enigmas e colocar uma pitada de contextualização, e essa sala seria um primor. 

Vale a pena? Claro que sim, inclusive, mais uma sala perfeita para iniciantes.

Ah, Saímos faltando 6 segundos, isso mesmo, 6 segundos, adrenalina pura!

Perdidos no tempo poderia entrar na lista das melhores salas que já joguei, mas seu inicio monótomo e confuso impede. Perdidos no tempo poderia entrar na lista das piores salas que já joguei, mas seu final absurdamente empolgante e criativo salvou.

Nota 5/10

Avaliação Detalhada: 
Visual: 3/5 (5/5)
Dificuldade: 2/5 (3/5)
Imersão/Jogabilidade: 1/5 (5/5)
Plot Twist: 2/5 (4/5)
Resultado: Escapamos

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